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ARQUITETURA

Quanto ganha um arquiteto? Brasil x exterior e por que existe tanta diferença

Daniel O brabo 13 min de leitura

Imagine duas pessoas.

As duas estudaram arquitetura.

As duas trabalham desenvolvendo projetos.

As duas utilizam softwares semelhantes, lidam com clientes, resolvem problemas técnicos e carregam grandes responsabilidades.

Mas uma trabalha no Brasil.

A outra trabalha em outro país.

E a diferença de remuneração pode ser enorme.

No vídeo “Why do Brazilian architects earn so little?”, da Escola Santorini, essa comparação é levada para vários países. O vídeo parte inclusive de exemplos em que valores por hora encontrados para arquitetos no exterior aparecem muitas vezes acima dos observados no Brasil.

Mas olhar apenas para o número pode levar à conclusão errada.

A pergunta interessante não é apenas:

“Quanto ganha um arquiteto?”

É:

“Por que a mesma profissão pode ser valorizada de maneiras tão diferentes dependendo do mercado?”

E existe outra pergunta ainda mais importante para quem está construindo uma carreira:

O que está e o que não está sob o controle do profissional?

É isso que vamos discutir.


Primeiro: veja a comparação na prática

Neste vídeo da Escola Santorini, analisamos remunerações de arquitetos em diferentes lugares do mundo e discutimos por que existe uma diferença tão grande em relação ao mercado brasileiro.

Por que arquitetos brasileiros ganham tão pouco?

BOTÃO: ASSISTIR AO VÍDEO COMPLETO


Quanto ganha um arquiteto no Brasil?

Essa pergunta parece simples.

Mas existe um problema:

não existe um único “salário de arquiteto”.

Um arquiteto pode ser:

  • funcionário de um escritório;
  • servidor público;
  • autônomo;
  • freelancer;
  • proprietário de escritório;
  • consultor;
  • especialista BIM;
  • profissional de interiores;
  • visualizador 3D;
  • coordenador de projetos;
  • gestor;
  • profissional trabalhando para clientes internacionais.

E isso muda completamente a forma de remuneração.

O II Censo das Arquitetas e Arquitetos e Urbanistas do Brasil ajuda a entender essa realidade.

No levantamento realizado em 2020, 51% dos participantes prestavam serviços como autônomos, 13% eram proprietários de empresas ligadas à área e apenas 15% estavam na categoria de assalariados.

Ou seja:

para boa parte da profissão, falar apenas em salário já é insuficiente.

Muitos arquitetos dependem diretamente de:

quantidade de clientes + valor dos serviços + produtividade + custos do negócio.


O que os dados mostram sobre a renda dos arquitetos brasileiros?

Os números do II Censo do CAU/BR ajudam a dimensionar o problema.

Na pesquisa realizada em 2020:

  • 35% declararam renda individual entre 1 e 3 salários mínimos;
  • 26% estavam entre 3 e 6 salários mínimos;
  • 10% declararam ganhar até 1 salário mínimo;
  • 6% declararam não possuir renda.

É importante observar que esses valores representam o momento da pesquisa, em 2020, e não devem ser tratados como salários atuais de 2026.

Mas existe um dado talvez ainda mais revelador.

79% dos participantes apontaram a baixa valorização da profissão como um obstáculo ao exercício profissional.

O levantamento também registrou uma parcela significativa de profissionais sem acesso efetivo ao mercado de trabalho.

Então aquela sensação de que existe um problema de valorização na arquitetura brasileira não aparece apenas em conversas entre profissionais.

Ela também aparece nos dados.


Mas por que existe tanta diferença para outros países?

No vídeo, comparar valores brasileiros com remunerações apresentadas por profissionais de vários países cria um contraste enorme.

Só que existe um cuidado importante.

Não podemos simplesmente converter tudo para reais ou dólares e concluir:

“Nesse país o arquiteto vive exatamente 10 ou 15 vezes melhor.”

Custo de vida, impostos, modelo de contratação, experiência, carga horária, moeda e poder de compra também mudam de país para país.

Ainda assim, a comparação levanta uma questão válida:

por que a arquitetura consegue capturar mais valor em determinados mercados do que em outros?

Existem vários fatores.


1. No Brasil, uma parcela enorme das obras ainda acontece sem arquitetos

Esse talvez seja um dos números mais importantes para entender o mercado.

Uma pesquisa Datafolha realizada para o CAU Brasil em 2022 perguntou sobre construções e reformas no país.

Entre aproximadamente 50 milhões de brasileiros que já haviam realizado obras ou reformas, 82% disseram não ter contratado arquitetos ou engenheiros.

Pense no tamanho disso.

Existe uma enorme quantidade de dinheiro movimentada pela construção.

Materiais são comprados.

Pedreiros são contratados.

Móveis são produzidos.

Reformas acontecem.

Imóveis são construídos.

Mas em grande parte desses processos, o projeto profissional não entra.

Isso cria uma situação curiosa:

o país constrói muito, mas nem sempre contrata projeto.

E quando o projeto é visto como algo opcional, a pressão sobre o preço do serviço tende a aumentar.


2. Muitas pessoas ainda enxergam o projeto como custo

Imagine um cliente com determinado orçamento para reformar a casa.

Ele entende facilmente por que precisa pagar:

R$ 20 mil em marcenaria.

R$ 15 mil em revestimentos.

R$ 10 mil em iluminação.

R$ 30 mil em mão de obra.

São coisas visíveis.

Mas quando chega ao projeto, pode surgir:

“Preciso mesmo gastar com isso?”

Esse é um problema de percepção de valor.

O curioso é que os próprios dados do CAU mostram um cenário diferente entre aqueles que efetivamente contrataram profissionais.

Na pesquisa de 2022, os principais fatores apontados por quem contratou arquitetos incluíram experiência profissional e relação custo-benefício. Além disso, 84% disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço recebido.

Ou seja:

existe uma distância entre perceber o valor antes da contratação e reconhecer esse valor depois de experimentar o serviço.


3. O mercado é muito maior do que a parcela atualmente atendida

Aqui aparece um paradoxo interessante.

Ao mesmo tempo em que 82% dos entrevistados que já haviam construído ou reformado afirmaram não ter usado arquitetos ou engenheiros, 73% dos entrevistados disseram considerar contratar esses profissionais no futuro.

Isso muda bastante a leitura.

O problema não é necessariamente:

“ninguém quer contratar arquiteto.”

Existe um enorme mercado que ainda não foi convertido em contratação profissional.

A questão passa a ser:

como tornar o valor do projeto mais compreensível para esse público?

E isso envolve a profissão como um todo, mas também envolve cada escritório individualmente.


4. Arquitetura é um mercado extremamente baseado em serviço

Um arquiteto autônomo não recebe simplesmente por “ser arquiteto”.

Ele precisa vender alguma coisa.

Pode vender:

  • projeto arquitetônico;
  • interiores;
  • acompanhamento;
  • compatibilização;
  • consultoria;
  • modelagem BIM;
  • documentação;
  • visualização;
  • gerenciamento;
  • detalhamento;
  • projetos especializados.

Esse detalhe muda tudo.

Imagine dois profissionais com a mesma formação.

Profissional A

Demora 100 horas para desenvolver determinado serviço.

Cobra R$ 5.000.

Profissional B

Possui um fluxo melhor estruturado.

Consegue executar o mesmo tipo de trabalho em 60 horas.

Cobra os mesmos R$ 5.000.

Mesmo com a mesma receita, o valor efetivo da hora desses dois profissionais já é completamente diferente.

É por isso que produtividade também é uma questão financeira.


5. Trabalhar mais horas não significa necessariamente ganhar mais

Esse é um erro comum em profissões criativas e técnicas.

Quando a remuneração está baixa, a primeira solução costuma ser:

pegar mais projetos.

Mas existe um limite.

Se cada projeto exige muitas horas, revisões e retrabalho, adicionar clientes pode simplesmente adicionar:

  • noites trabalhando;
  • finais de semana ocupados;
  • atrasos;
  • pressão;
  • erros.

Sem necessariamente melhorar a rentabilidade.

A pergunta precisa mudar de:

“Como faço mais projetos?”

para:

“Como produzo melhor cada projeto?”

É aí que entram:

  • organização;
  • templates;
  • BIM;
  • bibliotecas;
  • padrões;
  • automações;
  • domínio de software;
  • processos bem definidos.

Tecnologia sozinha não aumenta renda.

Mas pode reduzir o tempo desperdiçado em tarefas que não agregam valor.


6. Saber software não significa automaticamente ser valorizado

Existe outro ponto importante.

Hoje, saber utilizar ferramentas digitais deixou de ser um diferencial absoluto.

No II Censo do CAU/BR, 97% dos participantes declararam dominar bem softwares de desenho por computador, enquanto 82% disseram utilizar outros softwares profissionais.

Ou seja:

simplesmente colocar no currículo:

“Sei Revit.”

ou

“Sei AutoCAD.”

pode não ser suficiente.

A pergunta do mercado tende a ser:

O que você consegue produzir com essa ferramenta?

Existe uma diferença enorme entre:

conhecer comandos do Revit

e

conseguir desenvolver um projeto completo no Revit.

Assim como existe diferença entre:

saber abrir um renderizador

e

conseguir criar imagens capazes de apresentar profissionalmente uma proposta.


7. O portfólio transforma conhecimento invisível em algo visível

Imagine dois candidatos a uma vaga.

Os dois dizem:

Revit avançado.

Mas o primeiro apresenta apenas essa frase no currículo.

O segundo mostra:

  • modelo;
  • plantas;
  • cortes;
  • fachadas;
  • detalhamento;
  • tabelas;
  • pranchas;
  • apresentação.

Qual deles facilita mais a decisão de quem está contratando?

Provavelmente o segundo.

Porque habilidades técnicas são difíceis de avaliar enquanto permanecem apenas escritas.

Um bom portfólio transforma capacidade em evidência.

Isso também vale para profissionais autônomos.

O cliente não precisa entender cada comando que você sabe utilizar.

Ele precisa entender:

o que você consegue entregar para ele.


8. Especialização pode mudar o mercado em que você compete

Existe outra diferença entre profissionais.

Um arquiteto pode se apresentar simplesmente como:

“Faço projetos.”

Outro pode desenvolver profundidade em:

  • BIM;
  • interiores;
  • visualização arquitetônica;
  • fachadas;
  • compatibilização;
  • documentação;
  • patrimônio;
  • hospitais;
  • edifícios;
  • projetos residenciais;
  • coordenação BIM;
  • automação.

Quanto mais genérica é a oferta, maior tende a ser a comparação apenas pelo preço.

Quanto mais claro é o problema que você consegue resolver, mais fácil fica demonstrar valor.

Isso não significa que todo arquiteto precise escolher um único nicho para sempre.

Significa apenas que competência percebida influencia posicionamento.


9. Existe também um mercado internacional

O próprio vídeo chama atenção justamente porque coloca profissionais de diferentes países lado a lado.

Hoje, parte do trabalho de arquitetura também pode atravessar fronteiras digitalmente.

Isso é especialmente verdadeiro para atividades que podem ser entregues remotamente, como:

  • modelagem;
  • documentação;
  • BIM;
  • visualização;
  • detalhamento;
  • produção gráfica;
  • suporte a equipes de projeto.

Isso não significa que aprender Revit automaticamente fará alguém “ganhar em dólar”.

Nem que trabalhar internacionalmente seja simples.

Existem diferenças de:

  • normas;
  • idioma;
  • padrões;
  • contratos;
  • processos;
  • cultura profissional.

Mas domínio técnico e capacidade de trabalhar digitalmente podem ampliar o número de mercados aos quais um profissional consegue se apresentar.


10. Inglês passa a ter outro peso

Quando o mercado deixa de ser apenas local, idioma deixa de ser um detalhe.

O II Censo do CAU mostrou também crescimento no domínio de idiomas entre os profissionais: na pesquisa, 65% declararam possuir inglês entre os níveis intermediário e fluente.

Para quem pensa em oportunidades internacionais, inglês pode ajudar em:

  • entrevistas;
  • reuniões;
  • documentação;
  • softwares;
  • normas;
  • comunicação com equipes;
  • estudo de conteúdos técnicos;
  • atendimento de clientes.

Ele não substitui competência técnica.

Mas pode remover uma barreira importante.


Então o problema é culpa do arquiteto?

Não.

Seria simplista reduzir um problema de mercado a:

“arquitetos não sabem se vender.”

Existem questões estruturais muito maiores.

Baixa contratação de profissionais em parte das construções, percepção histórica sobre o custo da arquitetura, desigualdade econômica, modelos de contratação e acesso ao mercado influenciam a profissão.

Os próprios levantamentos do CAU apontam a baixa valorização como uma preocupação recorrente entre arquitetos brasileiros.

Mas reconhecer problemas estruturais não significa concluir que todo profissional terá exatamente o mesmo resultado.

Existem decisões individuais que continuam fazendo diferença.


O que está sob o controle do profissional?

Você não controla:

  • a economia brasileira;
  • o salário médio do país;
  • a cultura de contratação;
  • a quantidade de concorrentes;
  • quanto empresas decidem oferecer para determinadas vagas.

Mas consegue trabalhar sobre:

Sua capacidade técnica

Quanto mais complexos os problemas que você consegue resolver, maior é seu campo de atuação.

Sua produtividade

Quanto melhor o fluxo, menos horas são desperdiçadas em tarefas repetitivas.

Seu portfólio

É a evidência do que você sabe fazer.

Sua comunicação

Não adianta entregar valor se o cliente não consegue percebê-lo.

Sua especialização

Habilidades específicas podem abrir mercados diferentes.

Seu domínio de tecnologia

BIM, visualização, automação e IA estão mudando diferentes etapas da produção de projetos.

Seu acesso ao mercado

Networking, presença digital, idiomas e trabalho remoto podem ampliar o número de oportunidades que chegam até você.

Nenhum desses fatores garante remuneração.

Mas todos podem aumentar as possibilidades que o profissional consegue explorar.


O erro de escolher uma ferramenta apenas porque “paga mais”

Depois de assistir a comparações de salários, pode surgir outra armadilha.

“Qual software preciso aprender para ganhar mais?”

Não existe uma resposta tão simples.

Aprender Revit.

Aprender renderização.

Aprender IA.

Aprender BIM.

Nenhuma dessas coisas gera valor automaticamente.

O valor aparece quando uma habilidade permite que você:

resolva melhor um problema que alguém está disposto a pagar para resolver.

Por isso, a pergunta mais útil é:

“Que capacidade profissional essa ferramenta vai me permitir desenvolver?”

Essa mudança de perspectiva evita estudar apenas para colecionar softwares no currículo.


Formação contínua importa justamente porque o mercado muda

Uma característica interessante encontrada pelo próprio CAU é o forte interesse dos arquitetos por atualização profissional.

No II Censo, 34% dos participantes possuíam pós-graduação, e o levantamento destacou um interesse significativo dos profissionais por formação e aperfeiçoamento.

Isso faz sentido.

Arquitetura é uma profissão em que ferramentas e processos continuam evoluindo.

CAD mudou o trabalho.

BIM mudou o trabalho.

Renderização em tempo real mudou o trabalho.

Inteligência artificial está começando a mudar outras partes.

E provavelmente não será a última transformação.

O profissional não precisa correr atrás de toda novidade.

Mas parar completamente de aprender pode significar continuar executando tarefas da mesma maneira enquanto o mercado encontra formas melhores de executá-las.


Afinal, por que arquitetos brasileiros ganham tão pouco?

Não existe uma única causa.

É resultado de uma combinação de fatores.

Existe baixa valorização percebida por parte dos próprios profissionais.

Uma grande parcela das construções e reformas ainda acontece sem contratação de arquitetos ou engenheiros.

Uma parte expressiva dos arquitetos trabalha como autônoma, o que torna renda diretamente dependente de clientes, preços, custos e produtividade.

E existem diferenças enormes entre mercados, regiões, especialidades e formas de atuação.

Por isso, talvez seja impossível responder:

“Quanto ganha um arquiteto?”

com apenas um número.

Uma pergunta melhor seria:

“Que tipo de arquiteto, trabalhando em qual mercado, entregando qual serviço e com qual nível de experiência?”

A resposta muda completamente.


O dado mais interessante talvez não seja o salário

Existe um número que oferece uma leitura diferente do mercado brasileiro.

Na pesquisa Datafolha de 2022, apesar da baixa utilização histórica dos serviços profissionais, 73% dos entrevistados afirmaram considerar contratar arquitetos e urbanistas, enquanto 84% daqueles que já haviam contratado disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos.

Ou seja:

existe um problema de valorização.

Mas também existe espaço de mercado ainda pouco explorado.

O desafio da profissão não é apenas disputar os mesmos clientes.

Também é mostrar para mais pessoas por que um bom projeto vale a pena.


Assista à comparação completa

No vídeo da Escola Santorini, você pode acompanhar a comparação entre a realidade brasileira e exemplos de remuneração de arquitetos em diferentes países.

Por que arquitetos brasileiros ganham tão pouco?

[INSERIR CARD / THUMBNAIL DO VÍDEO]

BOTÃO: ASSISTIR GRATUITAMENTE

Conteúdo disponível no canal da Escola Santorini no YouTube.


Perguntas frequentes

Quanto ganha um arquiteto no Brasil?

Não existe um valor único porque a profissão reúne assalariados, autônomos, empresários, servidores e especialistas. No II Censo do CAU, realizado em 2020, 51% dos participantes atuavam como autônomos e apenas 15% estavam classificados como assalariados.

Arquitetura é uma profissão mal remunerada no Brasil?

O II Censo do CAU mostrou que a baixa valorização era apontada como obstáculo profissional por 79% dos participantes. Os níveis de renda também variavam bastante. Esses dados são referentes ao levantamento de 2020 e não representam automaticamente a remuneração atual de todos os profissionais.

Arquitetos ganham mais no exterior?

A remuneração nominal pode variar bastante entre países, como mostra a comparação abordada no vídeo. Entretanto, comparar apenas valores convertidos em moeda não considera fatores como custo de vida, impostos, experiência e formato de contratação.

Aprender Revit aumenta o salário?

Não existe garantia de aumento de renda simplesmente por aprender um software. Revit pode ampliar a capacidade de trabalhar com fluxos BIM e desenvolver determinados tipos de projeto, mas remuneração depende de mercado, experiência, produtividade, qualidade do trabalho e outros fatores.

É possível trabalhar para empresas estrangeiras sendo arquiteto no Brasil?

Existem atividades de projeto que podem ser realizadas remotamente, especialmente em produção digital, BIM, modelagem e visualização. Porém, requisitos técnicos, legais e profissionais variam conforme o país e o tipo de serviço.

Ainda existe espaço para arquitetos no mercado brasileiro?

A pesquisa Datafolha publicada pelo CAU em 2022 mostrou que 73% dos entrevistados consideravam contratar arquitetos e urbanistas no futuro, apesar de grande parte das obras e reformas anteriores ter ocorrido sem profissionais tecnicamente habilitados.


A diferença não está apenas em quanto o mercado paga

Comparar salários entre países é interessante.

Às vezes até assustador.

Mas existe uma conclusão mais útil do que simplesmente olhar para dois números e pensar:

“Aqui é ruim e lá é bom.”

Dentro do próprio Brasil existem arquitetos trabalhando de maneiras completamente diferentes.

Alguns vendem horas.

Outros vendem projetos.

Alguns trabalham localmente.

Outros trabalham remotamente.

Alguns dominam uma única etapa.

Outros conseguem participar de fluxos maiores de projeto.

Alguns gastam horas repetindo tarefas.

Outros criam processos para produzir de maneira mais organizada.

Por isso, embora você não consiga controlar todas as condições do mercado, consegue continuar aumentando aquilo que leva para ele:

conhecimento + técnica + produtividade + portfólio + capacidade de resolver problemas.

Talvez seja aí que esteja a discussão mais importante.

Não apenas:

“Quanto ganha um arquiteto?”

Mas:

“Que tipo de profissional eu estou construindo para os próximos anos?”

Veja a discussão completa no vídeo

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