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ENGENHARIA

Engenharia Civil: 10 coisas que eu faria se estivesse começando hoje

Escola Santorini 14 min de leitura

Se eu pudesse voltar para o primeiro período da faculdade de Engenharia Civil sabendo tudo o que sei hoje, provavelmente estudaria de um jeito diferente.

Não porque cálculo, física, estruturas ou materiais deixaram de ser importantes.

Muito pelo contrário.

Mas porque existe uma diferença enorme entre:

passar pelas disciplinas da faculdade

e

usar os anos da graduação para começar a construir uma carreira.

Quando você entra em Engenharia Civil, parece que existe muito tempo.

Cinco anos.

Dez períodos.

Dezenas de disciplinas.

Só que o tempo passa rápido.

E muita gente chega aos últimos períodos fazendo uma pergunta desconfortável:

“E agora? Como transformo tudo isso em trabalho?”

Foi justamente essa reflexão que motivou o vídeo da Escola Santorini “Se eu estivesse começando Engenharia Civil hoje, o que faria de diferente”.

Neste artigo, vamos transformar essa pergunta em um plano prático.


Prefere assistir?

No vídeo da Escola Santorini, Daniel compartilha essa reflexão olhando para quem está começando a graduação hoje.

Se eu estivesse começando Engenharia Civil hoje, o que faria de diferente

BOTÃO: ASSISTIR AO VÍDEO GRATUITAMENTE


1. Eu não estudaria apenas para passar nas matérias

Essa talvez seja a primeira mudança.

Quando você entra na faculdade, seu objetivo imediato fica muito claro:

passar na prova.

E isso é compreensível.

Você precisa enfrentar:

  • cálculo;
  • álgebra;
  • física;
  • resistência dos materiais;
  • mecânica;
  • estruturas;
  • hidráulica;
  • geotecnia;
  • construção.

Mas existe um problema quando todo o aprendizado termina no dia da prova.

Você estuda.

Faz a avaliação.

Passa.

E esquece.

Se eu estivesse começando hoje, tentaria fazer uma pergunta adicional em cada disciplina:

“Onde isso aparece em um projeto ou em uma obra real?”

Essa conexão muda o aprendizado.

Cálculo deixa de ser apenas cálculo.

Materiais deixam de ser apenas uma tabela.

Estruturas deixam de ser apenas equações.

Você começa a construir um raciocínio de engenharia.

As Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Engenharia brasileiras enfatizam justamente uma formação baseada no desenvolvimento de competências, resolução de problemas e aplicação do conhecimento.


2. Começaria a aprender ferramentas profissionais ainda na faculdade

Eu não esperaria terminar a graduação para descobrir quais softwares o mercado utiliza.

Porque existe um problema muito comum:

o estudante possui uma enorme quantidade de conhecimento acadêmico, mas nunca precisou transformar isso em uma entrega profissional.

Por exemplo:

Você entende desenho técnico.

Ótimo.

Mas consegue organizar um projeto?

Consegue modelar?

Consegue documentar?

Consegue montar uma prancha?

Consegue gerar uma tabela?

Consegue trabalhar com arquivos de outras disciplinas?

Dependendo da área que você pretende seguir, algumas ferramentas podem incluir:

  • Revit;
  • AutoCAD;
  • softwares estruturais;
  • ferramentas de orçamento;
  • planejamento;
  • modelagem BIM;
  • visualização;
  • planilhas;
  • ferramentas de gestão.

Não significa aprender vinte programas.

Na verdade, eu faria o contrário.

Escolheria poucas ferramentas e tentaria utilizá-las profundamente.


3. Aprenderia BIM cedo

Se eu estivesse começando Engenharia Civil hoje, BIM estaria na minha lista desde os primeiros anos.

Não porque “BIM está na moda”.

Mas porque a transformação digital do setor já ultrapassou essa fase.

O Brasil possui atualmente uma Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 11.888/2024. Entre seus objetivos estão disseminar BIM, estimular capacitação profissional, ampliar sua adoção pelo poder público e incentivar novas tecnologias relacionadas à metodologia.

E aqui existe uma distinção importante:

aprender BIM não significa apenas aprender Revit.

Revit é uma ferramenta.

BIM envolve uma forma de estruturar, produzir, compartilhar e utilizar informações ao longo do processo de projeto e construção.

Eu começaria entendendo primeiro:

  • o que é um modelo BIM;
  • o que são informações associadas aos elementos;
  • como diferentes disciplinas se relacionam;
  • como alterações afetam documentação;
  • como funciona coordenação;
  • por que interoperabilidade importa.

Depois aprofundaria nas ferramentas.


4. Não aprenderia Revit apenas como uma lista de comandos

Isso vale não apenas para Revit.

Vale para praticamente qualquer software.

O caminho mais fácil é assistir:

“Como fazer parede.”

Depois:

“Como colocar porta.”

Depois:

“Como fazer escada.”

E no final você sabe dezenas de comandos.

Mas abre um arquivo vazio e não sabe por onde começar.

Eu aprenderia desenvolvendo projetos completos.

Por exemplo:

Projeto 1

Uma residência simples.

Aprender:

  • níveis;
  • paredes;
  • pisos;
  • portas;
  • janelas;
  • cobertura;
  • cortes;
  • fachadas;
  • cotas;
  • pranchas.

Depois:

Projeto 2

Um projeto um pouco mais complexo.

Agora adicionar:

  • terreno;
  • tabelas;
  • quantitativos;
  • detalhes;
  • famílias;
  • documentação mais organizada.

Essa progressão constrói muito mais autonomia.


5. Procuraria experiência prática o quanto antes

Existe uma coisa que nenhum vídeo consegue reproduzir completamente:

a realidade de um projeto acontecendo.

Prazo.

Cliente.

Mudança.

Erro.

Compatibilização.

Obra.

Fornecedor.

Revisão.

Imprevisto.

Por isso, se estivesse começando hoje, tentaria me aproximar desse ambiente o quanto antes.

Pode ser por:

  • estágio;
  • iniciação científica;
  • empresa júnior;
  • projeto de extensão;
  • escritório;
  • acompanhamento de obra;
  • competição acadêmica;
  • projetos pessoais.

Não precisa esperar estar “pronto”.

Na verdade, parte do objetivo dessas experiências é justamente descobrir aquilo que você ainda não sabe.


6. Construiria um portfólio antes de precisar procurar emprego

Esse é um dos pontos que eu mais anteciparia.

Muitos estudantes fazem assim:

último período → preciso de estágio/emprego → agora preciso criar um portfólio.

Eu faria diferente.

Começaria o portfólio no primeiro projeto interessante.

Não precisa ser projeto de cliente.

Pode ser:

  • trabalho da faculdade;
  • exercício pessoal;
  • projeto BIM;
  • estudo estrutural;
  • modelagem;
  • detalhamento;
  • planejamento;
  • renderização;
  • levantamento.

O objetivo é documentar sua evolução.

Imagine chegar a uma entrevista e, em vez de simplesmente dizer:

“Tenho conhecimento em Revit.”

você conseguir mostrar:

  • o modelo;
  • as plantas;
  • os cortes;
  • tabelas;
  • documentação;
  • detalhes;
  • resultado final.

Isso transforma conhecimento abstrato em algo visível.


7. Aprenderia Excel muito melhor do que a maioria aprende

Esse talvez não seja o conselho mais empolgante.

Mas pode ser um dos mais úteis.

Planilhas aparecem em inúmeras situações da engenharia.

Por exemplo:

  • quantitativos;
  • orçamentos;
  • cronogramas;
  • controles;
  • levantamentos;
  • análises;
  • memoriais;
  • organização de dados.

Eu não ficaria apenas no:

SOMA.

Aprenderia gradualmente:

  • fórmulas;
  • funções condicionais;
  • buscas;
  • filtros;
  • tabelas;
  • gráficos;
  • tabelas dinâmicas;
  • tratamento de dados;
  • organização de informações.

Depois, dependendo da área, poderia avançar para outras ferramentas de dados e automação.

Ferramenta simples bem dominada costuma ser muito mais útil do que ferramenta sofisticada mal utilizada.


8. Aprenderia a usar Inteligência Artificial — sem terceirizar meu raciocínio

Se estivesse entrando na Engenharia Civil hoje, eu não ignoraria IA.

Mas também não utilizaria IA simplesmente para responder minhas atividades da faculdade.

Essa provavelmente seria uma das piores maneiras de utilizá-la.

Se uma ferramenta resolve tudo para você enquanto você ainda está formando sua base, pode criar uma sensação perigosa de competência.

Eu usaria IA para:

  • explicar conceitos de formas diferentes;
  • criar perguntas para estudo;
  • revisar raciocínios;
  • organizar informações;
  • explorar alternativas;
  • estruturar relatórios;
  • analisar dados;
  • ajudar em automações;
  • pesquisar caminhos para resolver problemas.

Mas tentaria sempre saber:

por que aquela resposta faz sentido?

O Confea vem discutindo justamente a entrada da inteligência artificial na engenharia e a importância de combinar essas tecnologias com raciocínio analítico e formação técnica.

A IA pode aumentar sua capacidade.

Mas somente se existir capacidade para aumentar.


9. Desenvolveria comunicação junto com conhecimento técnico

Existe um estereótipo perigoso:

“Engenheiro só precisa saber fazer conta.”

Não.

Você pode ser tecnicamente excelente e ainda enfrentar dificuldades se não conseguir:

  • explicar uma decisão;
  • apresentar um projeto;
  • escrever um e-mail;
  • conduzir uma reunião;
  • conversar com cliente;
  • trabalhar em equipe;
  • negociar;
  • documentar informações;
  • defender uma solução.

Engenharia é feita por pessoas trabalhando com outras pessoas.

O próprio Confea destaca competências como pensamento crítico, flexibilidade, colaboração e resolução de conflitos entre habilidades relevantes para a evolução profissional.

Por isso, eu treinaria comunicação desde a graduação.

Apresentaria trabalhos.

Escreveria.

Perguntaria.

Participaria de grupos.

Aprenderia a explicar uma ideia complicada de maneira simples.


10. Aprenderia inglês antes de precisar dele

Esse conselho parece desconectado da engenharia.

Até você perceber quantas coisas passam pelo inglês:

  • documentação de software;
  • pesquisas;
  • artigos;
  • cursos;
  • fóruns;
  • normas internacionais;
  • empresas estrangeiras;
  • oportunidades remotas;
  • vídeos;
  • ferramentas de IA.

Você não precisa esperar atingir fluência para começar a utilizar inglês profissionalmente.

Eu começaria pelo vocabulário da própria engenharia.

Todo dia um pouco.

O objetivo não seria:

“um dia vou aprender inglês.”

Seria:

“vou tornar o inglês parte da minha formação técnica.”


Faculdade não precisa ensinar tudo

Existe uma expectativa impossível que muitos estudantes criam:

“Se isso é importante, a faculdade deveria me ensinar.”

A faculdade possui um papel fundamental.

Mas nenhuma graduação consegue acompanhar profundamente:

  • todo software;
  • toda tecnologia;
  • toda especialidade;
  • todo método;
  • toda mudança no setor.

Hoje, inclusive, políticas públicas brasileiras de BIM colocam capacitação e formação profissional como um dos eixos para ampliar a adoção da metodologia no país.

Sua formação profissional provavelmente será a soma de:

faculdade + prática + estágio + cursos + projetos + erros + pesquisa + experiência.

Não coloque toda responsabilidade em apenas uma dessas partes.


Eu tentaria descobrir cedo qual área da Engenharia Civil me interessa

Engenharia Civil não é uma única carreira.

Você pode seguir caminhos bastante diferentes:

Projetos

  • arquitetura e compatibilização;
  • estruturas;
  • instalações;
  • infraestrutura;
  • BIM.

Obras

  • execução;
  • planejamento;
  • gestão;
  • fiscalização;
  • qualidade.

Orçamento e planejamento

  • custos;
  • quantitativos;
  • cronogramas;
  • gestão.

Estruturas

  • concreto;
  • aço;
  • madeira;
  • análise estrutural.

Infraestrutura

  • estradas;
  • transportes;
  • saneamento;
  • obras públicas.

Tecnologia

  • BIM;
  • automação;
  • dados;
  • programação;
  • IA aplicada à engenharia.

Você não precisa decidir sua vida no segundo período.

Mas vale experimentar.

Quanto mais cedo descobrir algo de que gosta — ou algo de que não gosta — melhor consegue direcionar seu aprendizado.


Não escolheria uma área apenas pelo salário

É importante pensar financeiramente na carreira.

Mas existe um erro em pesquisar:

“Qual área da Engenharia Civil ganha mais?”

e construir todas as decisões a partir disso.

Mercados mudam.

Tecnologias mudam.

Regiões mudam.

Empresas mudam.

E remuneração depende de inúmeros fatores.

Eu perguntaria também:

Existe demanda por esse problema?

Eu consigo ficar muito bom nisso?

Quero passar anos trabalhando com isso?

Essa habilidade se conecta com outras?

Consigo demonstrar minha capacidade?

Uma carreira longa precisa de algo mais sólido do que simplesmente seguir a profissão que apareceu no topo de uma lista de salários.


Não tentaria aprender 15 softwares ao mesmo tempo

Esse erro é extremamente fácil de cometer.

Você entra no YouTube e encontra:

Revit.

AutoCAD.

TQS.

Eberick.

QiBuilder.

D5 Render.

3ds Max.

Navisworks.

Civil 3D.

MS Project.

Power BI.

Dynamo.

E pensa:

“Preciso aprender tudo.”

Não precisa.

Principalmente no início.

Eu construiria uma sequência.

Primeiro

Ferramentas fundamentais para a área que quero explorar.

Depois

Uma ferramenta principal dominada em profundidade.

Em seguida

Ferramentas complementares.

O objetivo não é preencher a seção “softwares” do currículo.

É aumentar aquilo que você consegue entregar.


Aprenderia a mostrar o processo, não apenas o resultado

Imagine dois estudantes.

Os dois apresentam a imagem de um edifício.

O primeiro mostra apenas a imagem final.

O segundo mostra:

problema → estudo → modelagem → decisões → documentação → resultado.

O segundo permite entender como pensa.

Isso é muito poderoso em um portfólio.

Engenharia não é apenas resultado.

É processo de resolução de problemas.

Então eu documentaria:

  • decisões;
  • alternativas;
  • dificuldades;
  • soluções;
  • evolução.

Isso mostra muito mais capacidade do que uma imagem isolada.


Procuraria pessoas alguns anos à minha frente

Não apenas grandes profissionais famosos.

Eu procuraria também alguém:

2 anos à frente.

5 anos à frente.

10 anos à frente.

E perguntaria:

  • Como conseguiu o primeiro estágio?
  • O que gostaria de ter aprendido antes?
  • Qual ferramenta realmente utiliza?
  • O que mais errou no início?
  • Como é o dia a dia dessa área?
  • O que a faculdade não mostrou?

Uma conversa de 30 minutos pode evitar meses andando na direção errada.

Networking não precisa começar pedindo emprego.

Pode começar com curiosidade profissional genuína.


Não teria medo de começar projetos por conta própria

Você não precisa de um cliente para praticar.

Pegue uma residência simples.

Modele.

Documente.

Faça quantitativos.

Crie pranchas.

Depois faça outra.

Adicione estrutura.

Explore instalações.

Faça um planejamento.

Compare soluções.

Um projeto pessoal possui uma vantagem enorme:

você pode errar sem colocar ninguém em risco.

É o lugar perfeito para testar ferramentas e construir autonomia.

Naturalmente, exercícios acadêmicos e pessoais não substituem a responsabilidade técnica de atividades profissionais. No Brasil, atividades técnicas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea possuem instrumentos próprios de responsabilidade, como a ART.


O que eu faria em cada fase da faculdade

Se tivesse que transformar tudo isso em um plano simples:

1º ano

Focaria muito na base.

  • cálculo;
  • física;
  • desenho;
  • Excel;
  • inglês;
  • conhecer áreas da engenharia.

Sem ansiedade para dominar tudo.


2º ano

Começaria ferramentas práticas.

  • CAD;
  • BIM;
  • Revit;
  • pequenos projetos;
  • empresa júnior;
  • eventos.

Começaria meu portfólio.


3º ano

Tentaria entrar mais forte na prática.

  • estágio;
  • obra;
  • projetos reais;
  • ferramenta relacionada à área de interesse;
  • networking.

4º ano

Começaria a aprofundar.

Escolheria algumas habilidades específicas.

Por exemplo:

BIM + projetos.

ou

Estruturas + software estrutural.

ou

Obras + orçamento + planejamento.


5º ano

Tentaria sair da faculdade já com:

  • experiência;
  • portfólio;
  • contatos;
  • domínio de algumas ferramentas;
  • uma ideia mais clara de onde quero começar.

Não apenas com um diploma.


Se você está no último período, ainda dá tempo?

Sim.

Não transforme este artigo em:

“Eu deveria ter começado antes, agora perdi tempo.”

Isso não ajuda.

O melhor momento disponível é o atual.

Se faltam seis meses:

escolha uma habilidade.

Desenvolva um projeto.

Melhore seu portfólio.

Converse com profissionais.

Comece a se candidatar.

Se já se formou:

a lógica continua válida.

A formação profissional não termina na colação de grau.


O maior erro seria terminar Engenharia Civil sem saber o que você consegue fazer

Depois de cinco anos, você pode saber muita coisa.

Mas o mercado precisa conseguir responder:

“O que esse profissional consegue fazer?”

É aí que conhecimento precisa se transformar em capacidade.

Não basta:

“Estudei estruturas.”

Você consegue analisar?

Não basta:

“Aprendi BIM.”

Você consegue desenvolver um modelo?

Não basta:

“Sei Revit.”

Você consegue produzir documentação?

Não basta:

“Entendo planejamento.”

Você consegue construir e acompanhar um cronograma?

Essa transformação de conhecimento em entrega é uma das coisas que eu buscaria desde o início.


Engenharia Civil ainda vale a pena?

Essa pergunta aparece muito.

Mas ela é ampla demais.

Engenharia Civil não é um produto que vale ou não vale a pena da mesma forma para todo mundo.

Uma pergunta melhor seria:

“Eu quero desenvolver as competências necessárias para atuar nas áreas que a Engenharia Civil pode oferecer?”

O setor continua passando por mudanças importantes em digitalização, BIM e novas tecnologias. A Estratégia BIM BR atualmente inclui capacitação profissional, inovação e disseminação do BIM entre seus objetivos nacionais.

Isso não garante emprego ou remuneração.

Mas significa que entrar na profissão hoje também envolve se preparar para um ambiente técnico em transformação.


Se eu resumisse tudo em cinco prioridades

Se estivesse entrando hoje, minha lista seria:

1. Base técnica forte

Entender engenharia antes de querer automatizar engenharia.

2. Experiência prática

Ver projetos e obras acontecendo.

3. Ferramentas digitais

Aprender a transformar conhecimento em entregas.

4. Portfólio

Mostrar aquilo que consigo fazer.

5. Aprendizado contínuo

Entender que a graduação é o início da formação, não o final.


Veja a reflexão completa no vídeo

Se você está começando Engenharia Civil — ou já está no meio da graduação e sente que poderia aproveitar melhor essa fase — vale assistir à conversa completa.

Se eu estivesse começando Engenharia Civil hoje, o que faria de diferente

Conteúdo da Escola Santorini.


Perguntas frequentes sobre começar Engenharia Civil

O que um estudante de Engenharia Civil deve aprender além da faculdade?

Depende da área pretendida, mas ferramentas digitais, comunicação, inglês, gestão de informações e experiência prática podem complementar a formação acadêmica. As diretrizes nacionais de Engenharia também trabalham com uma formação baseada em competências e solução de problemas.

Vale a pena aprender Revit durante Engenharia Civil?

Para estudantes interessados em BIM, projetos e coordenação, pode ser uma habilidade bastante útil. O Brasil possui atualmente uma Estratégia BIM BR que inclui entre seus objetivos a capacitação e formação profissional em BIM.

Preciso aprender AutoCAD antes de Revit?

Não existe uma obrigação de dominar AutoCAD antes de começar Revit. As ferramentas possuem lógicas diferentes. O mais importante é aprender dentro do fluxo que pretende utilizar profissionalmente.

Quando devo procurar estágio em Engenharia Civil?

Não existe um período universal. Vale observar as regras da instituição e da vaga, mas se aproximar de experiências práticas durante a graduação pode ajudar a conectar teoria e profissão.

Preciso saber programação?

Não para todas as áreas. Mas lógica, automação e tratamento de dados podem se tornar habilidades complementares interessantes dependendo da especialidade escolhida.

Inteligência Artificial é importante para Engenharia Civil?

IA está entrando em diferentes atividades profissionais e já é tema de discussões no próprio sistema Confea/Crea. O mais importante é utilizá-la como apoio ao raciocínio técnico, não como substituta da formação necessária para avaliar resultados.

Preciso dominar muitos softwares para conseguir estágio?

Não necessariamente. Em geral, é mais útil conseguir demonstrar domínio aplicado das ferramentas relevantes para determinada vaga do que possuir conhecimento superficial de uma grande quantidade de programas.


Se eu começasse hoje, não tentaria prever o futuro

Eu tentaria me preparar para conseguir me adaptar a ele.

Porque talvez o software que você utiliza daqui a dez anos ainda nem exista.

A inteligência artificial provavelmente será diferente.

Novos processos surgirão.

Novas formas de projetar, construir e gerenciar obras aparecerão.

Mas algumas coisas continuarão valiosas:

entender problemas.

pensar tecnicamente.

aprender rápido.

comunicar decisões.

usar ferramentas.

trabalhar com pessoas.

entregar resultado.

Talvez esse seja o melhor uso dos anos da faculdade.

Não tentar sair sabendo tudo.

Mas sair sabendo como continuar aprendendo.

Assista ao vídeo completo

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