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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Como transformar um print em render realista com IA

Escola Santorini 12 min de leitura

Você termina a modelagem.

O projeto está correto.

A volumetria está pronta.

Portas, janelas e cobertura estão no lugar.

Então tira um print da tela.

E ele parece exatamente isso:

um print de software.

Sem iluminação trabalhada.

Sem materiais convincentes.

Sem vegetação.

Sem atmosfera.

Sem aquele impacto visual de uma apresentação profissional.

Até pouco tempo atrás, transformar essa imagem em algo muito mais realista significava entrar em outra etapa completa de trabalho:

configurar materiais;

posicionar iluminação;

ajustar câmera;

trabalhar vegetação;

renderizar;

esperar;

corrigir;

renderizar novamente.

Com a evolução da inteligência artificial generativa, apareceu uma possibilidade diferente:

usar o próprio print do projeto como referência e pedir para a IA trabalhar a apresentação visual dele.

É justamente essa ideia que mostramos no vídeo da Escola Santorini “Transformei um PRINT DA TELA em um RENDER REALISTA com IA”.

E neste artigo vamos entender como esse processo funciona, onde ele pode ajudar e, principalmente, quais cuidados você precisa tomar para a IA não transformar também aquilo que deveria permanecer igual.


Veja o processo acontecendo na prática

Antes de continuar, você pode acompanhar a demonstração completa da Escola Santorini.

Transformei um PRINT DA TELA em um RENDER REALISTA com IA


O que significa fazer um render com IA?

Quando falamos em render com IA, podemos estar falando de processos bastante diferentes.

Um deles é pedir:

“Crie uma residência contemporânea em um terreno tropical.”

Nesse caso, a IA praticamente inventa a imagem.

Outro processo é muito mais interessante para quem já possui um projeto:

fornecer uma imagem existente e pedir para a IA reinterpretá-la visualmente.

Hoje, ferramentas como o Gemini permitem enviar uma imagem e solicitar edições por meio de instruções em linguagem natural. Os modelos de imagem da família Nano Banana também foram desenvolvidos para trabalhar com geração, edição e referências visuais.

Para arquitetura, essa segunda opção é especialmente útil.

Porque você já possui uma base.

O projeto já existe.

O objetivo passa a ser:

melhorar a representação sem começar outra imagem completamente do zero.


O fluxo começa no seu software de projeto

Você não precisa abandonar Revit, SketchUp, Archicad ou outro software 3D.

Pelo contrário.

A melhor maneira de pensar nesse processo é:

Software de projeto

Print ou exportação da vista

IA

Exploração visual

Resultado para análise ou apresentação

O software continua sendo responsável pelo modelo.

A IA trabalha sobre a imagem desse modelo.

Essa distinção é fundamental.

Porque um modelo BIM contém geometria, elementos, parâmetros e informações.

Uma imagem gerada por IA é apenas uma representação visual.


1. Escolha uma vista que já tenha boa composição

O erro pode começar antes mesmo da inteligência artificial.

Se o seu print possui uma câmera ruim, enquadramento confuso e arquitetura quase escondida, não espere que o simples uso de IA resolva todas as decisões de composição.

Antes de exportar, observe:

  • altura da câmera;
  • perspectiva;
  • enquadramento;
  • proporção da imagem;
  • elemento principal;
  • quantidade de céu;
  • quantidade de primeiro plano;
  • elementos que estão bloqueando a arquitetura.

Mesmo que o print esteja visualmente simples, tente garantir que a câmera já faça sentido.

Uma boa base facilita todo o resto.


2. Não precisa ser um render antes de usar a IA

Esse é justamente um dos aspectos mais interessantes.

Sua imagem inicial pode ser relativamente simples.

Por exemplo:

  • vista sombreada do Revit;
  • print do SketchUp;
  • exportação básica do Archicad;
  • imagem do modelo sem materiais finais;
  • perspectiva preliminar.

O que importa é que a IA consiga compreender claramente:

geometria + volumes + aberturas + enquadramento.

Quanto menos ambígua estiver a imagem, mais fácil é explicar o que deve permanecer.


3. Explique primeiro o que NÃO pode mudar

Esse talvez seja o conselho mais importante do artigo.

Muita gente começa o prompt dizendo:

Faça um render fotorrealista.

Mas existe uma pergunta anterior:

O que a inteligência artificial precisa preservar?

Em arquitetura, normalmente queremos preservar:

  • volumetria;
  • quantidade de pavimentos;
  • cobertura;
  • portas;
  • janelas;
  • proporções;
  • posição dos elementos;
  • câmera;
  • composição arquitetônica.

Então um prompt melhor começa assim:

Preserve integralmente a arquitetura da imagem original. Não altere volumetria, cobertura, portas, janelas, proporções ou número de pavimentos.

Depois você explica o que deseja mudar.

Isso não garante fidelidade absoluta — modelos generativos ainda podem produzir alterações não solicitadas — mas dá uma direção muito mais clara. O próprio Google recomenda prompts específicos e detalhados para melhorar o controle sobre composição, iluminação, estilo e outros aspectos da imagem.


4. Depois diga exatamente o que a IA pode transformar

Agora chegamos à parte criativa.

Você pode trabalhar características como:

Materiais

  • concreto;
  • madeira;
  • pedra;
  • vidro;
  • revestimentos;
  • metais.

Iluminação

  • manhã;
  • meio-dia;
  • golden hour;
  • noite;
  • céu nublado;
  • iluminação interna.

Paisagismo

  • vegetação tropical;
  • jardim minimalista;
  • árvores;
  • grama;
  • arbustos.

Contexto

  • calçada;
  • rua;
  • entorno;
  • céu;
  • pessoas;
  • veículos.

Qualidade visual

  • fotografia arquitetônica;
  • render fotorrealista;
  • visual editorial;
  • imagem comercial.

Quanto mais claro você for, menor precisa ser a quantidade de decisões que a IA inventará por conta própria.


Um exemplo de prompt para render arquitetônico com IA

Você pode começar com uma estrutura como esta:

Preserve completamente a arquitetura e a geometria da imagem original. Não altere volumetria, cobertura, número de pavimentos, portas, janelas ou proporções.

Transforme a imagem em uma visualização arquitetônica fotorrealista.

Utilize concreto claro, madeira natural e esquadrias pretas. Adicione paisagismo tropical discreto, materiais fisicamente plausíveis e iluminação suave de fim de tarde.

Mantenha a mesma câmera e enquadramento.

Resultado com aparência de fotografia profissional de arquitetura, sem modificar o projeto.

Observe que o prompt trabalha duas coisas separadamente:

o que preservar

e

o que transformar.

Essa lógica é muito mais útil do que simplesmente escrever:

Deixe bonito.


5. Gere uma primeira versão e analise — não aceite automaticamente

A IA devolveu uma imagem incrível.

Ótimo.

Agora vem a parte importante:

compare com o projeto original.

Coloque as duas imagens lado a lado.

Procure diferenças.

A IA:

  • moveu uma janela?
  • criou outra porta?
  • alterou a cobertura?
  • aumentou o pé-direito?
  • eliminou algum elemento?
  • mudou uma parede?
  • inventou um pavimento?
  • alterou o paisagismo de maneira impossível?
  • modificou a câmera?

Modelos de edição de imagem vêm melhorando em consistência e controle, mas continuam sendo sistemas generativos, e resultados podem exigir novas iterações e correções.

A imagem pode parecer melhor.

Isso não significa que ela esteja mais correta.


6. Trabalhe por iterações

Uma vantagem interessante dessas ferramentas é poder continuar a conversa.

Você pode dizer:

O resultado está bom, mas restaure a janela esquerda para o formato original.

Depois:

Mantenha tudo exatamente como está e altere apenas o revestimento da parede frontal para pedra natural clara.

Depois:

Preserve novamente todo o restante e transforme a iluminação para o início da noite.

Essa forma de trabalhar se aproxima muito mais do processo real de projeto.

Você não precisa acertar tudo em um único prompt.

O Gemini atualmente oferece edição conversacional de imagens, permitindo continuar refinando um resultado por novas instruções.


7. Teste materiais antes de investir tempo no render definitivo

Aqui talvez exista uma das aplicações mais úteis.

Imagine que o cliente está em dúvida entre:

Opção 1: madeira.

Opção 2: pedra.

Opção 3: revestimento escuro.

Você ainda não quer configurar três versões completas no renderizador.

Primeiro quer responder:

Qual delas vale a pena desenvolver?

Você pode utilizar a imagem base e criar estudos rápidos.

Não necessariamente para entregar como resultado final.

Mas para tomar uma decisão.

A lógica passa a ser:

explorar rápido → escolher → desenvolver com mais controle.

Isso pode reduzir o tempo gasto refinando caminhos que seriam descartados logo depois.


8. Utilize imagens de referência

Não precisa explicar tudo apenas com palavras.

Você pode possuir:

Imagem A: seu projeto.

Imagem B: uma referência de materialidade.

Imagem C: referência de paisagismo.

Imagem D: referência de iluminação.

Modelos de imagem atuais do Gemini conseguem trabalhar com múltiplas referências e combinar características visuais em novas gerações.

Então você pode dizer:

Use a Imagem 1 como arquitetura principal e preserve sua geometria.

Utilize a Imagem 2 apenas como referência de materiais.

Utilize a Imagem 3 apenas como referência para paisagismo.

Não copie a arquitetura das imagens de referência.

Isso é muito mais controlado do que:

Faça parecido com essas casas.


9. O print pode virar diferentes tipos de apresentação

Depois que você entende o processo, percebe que não existe apenas um resultado possível.

O mesmo print pode gerar estudos de:

Render diurno

Para apresentar claramente materiais e arquitetura.

Golden hour

Para uma imagem mais atmosférica.

Render noturno

Para valorizar iluminação artificial.

Estudo de fachada

Para testar diferentes combinações de revestimentos.

Paisagismo

Para analisar diferentes níveis de vegetação.

Interior

Para explorar decoração e materialidade.

Imagem para redes sociais

Com composição mais editorial.

A geometria inicial pode ser a mesma.

A intenção visual muda.


IA não é botão mágico de render

Existe um risco em todo esse processo:

começar a acreditar que renderização virou simplesmente:

print → botão → pronto.

Não é bem assim.

Quanto melhor você compreende:

  • materiais;
  • luz;
  • fotografia;
  • enquadramento;
  • composição;
  • arquitetura;
  • paisagismo;

melhor consegue avaliar e direcionar a IA.

Compare dois prompts:

Prompt A:

Faça um render bonito.

Prompt B:

Preserve a arquitetura. Trabalhe iluminação lateral suave de final de tarde, com temperatura interna ligeiramente quente, céu parcialmente nublado e sombras naturais. Utilize madeira com baixa reflexão e concreto claro de textura sutil.

A ferramenta pode ser a mesma.

O nível de direção é completamente diferente.


O conhecimento de renderização continua importante?

Sim.

Talvez até mais do que parece.

Imagine que a IA produz uma imagem com:

  • reflexos exagerados;
  • madeira parecendo plástico;
  • céu incompatível com a direção das sombras;
  • interiores claros demais;
  • vegetação em escala errada.

Uma pessoa sem repertório pode pensar:

“ficou realista.”

Um profissional com conhecimento visual percebe rapidamente os problemas.

IA consegue acelerar execução.

Mas olhar crítico continua sendo necessário para avaliar o resultado.


Render com IA substitui D5 Render, Corona ou outros renderizadores?

Não necessariamente.

São ferramentas com características diferentes.

Um fluxo pode ser:

Revit

D5 Render / Corona / outro renderizador

IA para refinamento

Outro pode ser:

Revit

Print simples

IA para estudo rápido

Outro:

SketchUp

IA para testar materiais

Escolha da direção

Render definitivo

Não existe obrigação de escolher apenas um.

O uso mais interessante pode ser justamente combinar ferramentas.

Um renderizador oferece controle específico e reproduzível sobre câmera, iluminação e materiais.

IA oferece enorme velocidade para experimentar alternativas.


Quando eu usaria um render com IA?

Eu consideraria especialmente útil para:

  • estudos iniciais;
  • testes de materialidade;
  • comparação de alternativas;
  • exploração de iluminação;
  • apresentações preliminares;
  • desenvolvimento de referências;
  • conceitos visuais;
  • testes rápidos antes do render definitivo.

Também pode produzir resultados suficientemente interessantes para determinadas apresentações.

Mas a decisão depende do nível de fidelidade e controle exigido pelo projeto.


Quando eu NÃO confiaria apenas na IA?

Em situações nas quais a imagem precisa representar exatamente:

  • detalhes construtivos;
  • dimensões;
  • elementos específicos;
  • materiais aprovados;
  • mobiliário definido;
  • produtos reais;
  • soluções técnicas;
  • consistência perfeita entre várias imagens.

Nesses casos, qualquer alteração inventada pela IA pode se tornar um problema.

Quanto mais importante for a fidelidade, maior deve ser o controle do profissional sobre o resultado.


O erro mais perigoso: apresentar uma invenção da IA como decisão de projeto

Imagine que a IA adiciona uma janela.

Ela fica bonita.

O cliente olha e diz:

“Gostei muito dessa janela.”

Só existe um problema.

Ela nunca existiu no projeto.

Agora você criou uma expectativa baseada em uma imagem que não corresponde à solução desenvolvida.

Por isso, antes de mostrar qualquer imagem ao cliente:

compare novamente com o modelo.

Uma representação profissional precisa comunicar aquilo que você pretende efetivamente desenvolver.


Quer ver um print virando render na prática?

Essa parte fica muito mais fácil de entender vendo a transformação acontecer na tela.

No vídeo da Escola Santorini, mostramos justamente o processo de partir de um print e chegar a uma representação muito mais realista com inteligência artificial.

Transformei um PRINT DA TELA em um RENDER REALISTA com IA


Um fluxo simples para testar hoje

Se você quer experimentar, faça assim:

1. Abra um projeto que já possui.

2. Escolha uma vista 3D com boa câmera.

3. Exporte ou tire um print.

4. Envie a imagem para uma ferramenta de IA com edição visual.

5. Comece o prompt dizendo o que precisa permanecer.

6. Defina materiais, iluminação e atmosfera.

7. Gere a primeira versão.

8. Compare com o projeto original.

9. Corrija alterações indesejadas.

10. Teste uma segunda direção.

Não comece tentando produzir a imagem perfeita.

Comece tentando entender:

quanto controle consigo manter sobre meu projeto?

Essa pergunta é muito mais importante.


E qual IA usar?

Esse mercado está mudando rapidamente.

O vídeo mostra uma aplicação prática dessa nova geração de ferramentas, enquanto os modelos de imagem do Google continuam evoluindo. O Nano Banana Pro foi lançado em 2025 com recursos avançados de geração e edição; em fevereiro de 2026, o Google apresentou o Nano Banana 2 com foco em combinar maior velocidade com controle avançado.

Por isso, evite construir o aprendizado apenas em torno de:

“onde fica o botão desta ferramenta?”

Aprenda o processo:

referência → instrução → geração → comparação → correção.

O modelo vai mudar.

Essa lógica provavelmente continuará útil.


Perguntas frequentes sobre render com IA

É possível transformar um print do Revit em render com IA?

Sim. Ferramentas atuais de geração e edição de imagens permitem enviar uma imagem existente e solicitar uma nova interpretação visual baseada nela. A fidelidade ao projeto deve ser conferida pelo usuário.

Dá para transformar um print do SketchUp em render realista?

Sim. A lógica é semelhante: utilizar a vista do modelo como referência e fornecer instruções sobre materiais, iluminação, paisagismo e estilo desejado.

Preciso renderizar antes de usar IA?

Não necessariamente. Dependendo da ferramenta e do objetivo, uma vista simples do modelo pode servir como referência inicial.

A IA mantém exatamente a arquitetura?

Não existe garantia absoluta. Modelos atuais possuem recursos melhores de consistência e edição, mas ainda podem alterar detalhes. Por isso, sempre compare o resultado com o projeto original.

Posso mudar apenas os materiais com IA?

É possível solicitar alterações específicas e trabalhar com referências visuais, embora seja necessário conferir se outros elementos também foram modificados.

Render com IA substitui um renderizador?

Depende da finalidade. Para experimentação e estudos rápidos, IA pode ser extremamente útil. Para trabalhos que exigem controle rigoroso e repetibilidade entre várias imagens, softwares especializados continuam oferecendo vantagens.

Qual é o melhor prompt para render com IA?

Não existe um único prompt. Uma boa estrutura é:

o que preservar + o que mudar + materiais + iluminação + contexto + câmera + restrições.

O Google também recomenda prompts específicos sobre assunto, composição, ação, estilo, iluminação e câmera para obter maior controle visual.


A maior mudança talvez seja o tempo entre imaginar e visualizar

Antes, você podia pensar:

“Como ficaria essa casa com madeira?”

E essa pergunta significava uma nova sequência de trabalho.

Agora, em determinados momentos do processo, ela pode virar uma instrução.

Depois outra:

“E com pedra?”

“E à noite?”

“E com menos vegetação?”

“E com uma atmosfera mais tropical?”

Essa velocidade é poderosa.

Mas só se houver alguém tomando as decisões.

Porque gerar possibilidades nunca foi o objetivo final da arquitetura.

Escolher bem entre elas é que importa.

A inteligência artificial pode reduzir o caminho entre uma ideia e sua visualização.

O projeto continua precisando de conhecimento técnico, intenção e julgamento profissional.

Veja a transformação completa

TRANSFORMEI UM PRINT DA TELA EM UM RENDER REALISTA COM IA

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